Convergência possibilita criação de novos modelos de negócios, diz executivo da Red Hat

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Convergência possibilita criação de novos modelos de negócios
Convergência possibilita criação de novos modelos de negócios
“A tecnologia realmente importa?”, foi com essa pergunta que o vice-presidente sênior do Application Platform Products Business Group da Red Hat, Craig Muzilla, iniciou sua apresentação durante o Red Hat Summit 2015, que acontece nos dias 23 a 26 de junho, em Boston, nos Estados Unidos. Essa pode ser uma questão um pouco estranha, visto que o evento tem o tema como foco.

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Mas, segundo o executivo, e respondendo a pergunta inicial, a tecnologia sozinha não importa. O que vale, disse, é como criar valor com essa tecnologia e novos modelos de negócios. Esse é um processo que ele chamou de digitalização, ou transformação digital, quando as empresas pegam seus ativos e os transforma em software. “Estamos saindo de uma economia de manufaturas para uma economia digital”, diz. 

O executivo observa que o elo mais importante dessa nova economia é um conceito chamado de convergência, ou “quando as tendências sociais e econômicas se unem às tendências tecnológicas e, juntas, elas fornecem a possibilidade de criar novos modelos de negócios”, explica. “À medida que os produtos e serviços tradicionais tornam-se cada vez mais comoditizados, será essencial para as empresas se remodelarem e criarem novos valores por meio dos softwares – o que será essencial para ser bem-sucedido.”

Como exemplo de uso da convergência, Muzilla cita a empresa de transporte de pessoas Uber. A companhia, que gerou polêmica nos últimos tempos, criou um novo modelo de negócios. “Como consequência, o restante do mundo dos transportes está correndo atrás para alcançá-los”, comenta Muzilla.

Outro exemplo utilizado pelo executivo foi o Netflix. A empresa, em especial, tem uma história curiosa, porque seu início era tradicional e, por conta dos surgimento de softwares, os desenvolvedores da companhia viram a possibilidade de criar uma nova forma de atuação, afirma o vice-presidente.

Muzilla afirma ainda que, para ser competitivo no futuro, as empresas precisarão investir na economia digital e, nesse contexto, os desenvolvedores de softwares atuarão como uma peça-chave para tal transformação.

Os três pilares
Na opinião do executivo, há três pilares principais que estão causando maior impacto na convergência digital: mobilidade, DevOps e plataformas de aplicação em nuvem, e tecnologias de integração. 

A mobilidade, explica, foi responsável pela mudança mais drástica causada nos últimos cinco anos. De acordo com Muzilla, é a mobilidade que possibilita o engajamento de funcionários, parceiros e clientes. “Sem o móvel, empresas como o Uber não existiriam. Sendo assim, para ter relevância, todas as empresas precisam investir nesse ponto”, aponta.

Os processos de DevOps e as plataformas de aplicação em nuvem foram o segundo ponto abordado na apresentação. O primeiro ajuda as empresas a automatizar os processos de desenvolvimento de software e o segundo a rodar as aplicações e webscale. Sem eles o Netflix também não seria possível, afirma Muzilla.

Por fim, as tecnologias de integração, que permitem que coisas físicas sejam recombinadas em novas maneiras nunca antes imaginadas, de acordo com o executivo. “São elas que ajudam a fazer a digitalização acontecer, a fazer a internet das coisas, a combinar APIs de web e negócios em valores interessantes”, diz.

*A jornalista viajou a Boston (EUA) a convite da Red Hat

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