Empresas não podem ter medo da inovação disruptiva, diz especialista

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Empresas não podem ter medo da inovação disruptiva
Empresas não podem ter medo da inovação disruptiva
Inovação parece ser o buzz do momento e não à toa. “Há muitas mudanças ocorrendo no mundo e no mercado, especialmente no de tecnologia“, afirmou o diretor-executivo de desenvolvimento de negócios corporativos e internacionais da SRI International, Robert Pearlstein, durante a abertura do último dia de IT Forum Expo

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Durante o encontro, que aconteceu no dias 17 e 18 de novembro em São Paulo, o executivo afirmou também que esse é o melhor momento na história para se investir em inovação exatamente por conta dessa mudança no ecossistema mundial.

Para ele, empresas não podem ter medo da inovação disruptiva. “Muitas possuem a inovação de implementação, que consiste em tomar pequenos passos. Em geral, esse tipo de inovação é muito difícil de seguir em frente e alcançar a disrupção”, observou. “A chave é continuar mudando e inovando. As empresas não podem ter medo da inovação disruptiva, ou seja, aquela que realmente irá causar uma revolução.”

Pearlstein é parte do time da SRI International, braço de pesquisa da Universidade de Stanford e que se desvencilhou da organização em 1970 – apesar de manter laços para parcerias. De lá para cá, a empresa se tornou oficialmente a SRI International,instituição de pesquisa sem fins lucrativos e cuja especialidade é fazer ideias concretas se tornarem vendáveis – especialmente as que não passaram no teste de aprovação inicial do mercado e, principalmente, que possam ser úteis. “Nossa missão é criar soluções que possam manter as pessoas seguras, saudáveis e mais produtivas”, disse.

Como exemplo desse trabalho, Pearlstein apresentou uma tecnologia que o instituto trabalhou chamada de eletroadesão – basicamente uma atração por meio da eletroestática. Inicialmente, ela foi apresentada como forma de concurso, no qual os participantes teriam de apresentar um protótipo de robô que escalava paredes. 

A ideia é que futuramente a tecnologia possa ser usada por humanos, no melhor estilo Missão Impossível. “O que aconteceu depois é que não ganhamos o concurso”, contou o especialista. Mas a equipe que estava trabalhando no robô viu ali uma oportunidade de investimento. E se aquelas ventosas modernas pudessem servir para outra coisa e ser comercializada? E foi assim que eles acabaram criando uma vassoura que funciona como se fosse um aspirador.

Outro modelo de criações da SRI na área de vestíveis apresentado por Pearlstein durante a palestra foi uma roupa tecnológica que permite trazer mais força e agilidade ao usuário por meio da estimulação de músculos. De acordo com ele, essa peça em especial está sendo usada em diferentes segmentos, como para ajudar crianças com distrofia, idosos e atletas.

Apesar dos grandes feitos, a empresa é comumente reconhecida por conta da Siri, a assistente pessoal da Apple. A SRI International (que até lembra o nome da assistente, mas na verdade é um lembrete de sua origem: Stanford Research Institute) foi responsável por desenvolver toda a parte de inteligência da tecnologia. Na primeira geração, a Siri podia pesquisar coisas e mostrar informações. “Agora, estamos implementando a segunda geração, em que a Siri será agnóstica e poderá fazer coisas mais inteligentes e de forma mais natural.”

A empresa possui projetos e parcerias no mundo todo, incluindo na América Latina, onde já possui atuação no México, Chile e Colômbia. Há seis meses o executivo teve a oportunidade de conversar com a presidente do Brasil Dilma Rousseff para abrir portas para parcerias também em solo nacional. “Estamos explorando colaborações no País e buscamos estreitar relações”, afirmou.

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