Aplicativos estão mudando as regras do jogo para empresas, diz especialista

Publicado:

Leitura 4 minutos

Receba mais conteúdo do IT Forum nas suas buscas do Google

Aplicativos estão mudando as regras do jogo para empresas
Aplicativos estão mudando as regras do jogo para empresas
As empresas estão investindo pesado em aplicativos e não é para menos: uma pesquisa recentemente realizada pela comScore mostra que 82% do tempo do usuário gasto on-line é em apps. Se considerado o número de criações desenvolvidas nos últimos tempos, o cenário se torna bastante competitivo. 

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Exatamente essa mudança foi discutida durante o painel “competitividade na economia dos aplicativos”, que aconteceu no segundo dia de Ciab 2015, em São Paulo.

Quer ter uma noção do tamanho desse novo cenário? O evangelista global de economia dos aplicativos e vice-presidente sênior de pré-vendas da CA Technologies, Trevor Bunker, dá a dica: “o Facebook levou três anos para conseguir 50 milhões de usuários. O Angry Birds demorou apenas 35 dias para conseguir o mesmo feito”, afirmou durante a sua apresentação. “Os aplicativos estão mudando as regras do jogo e nos possibilitando criar oportunidades para a competição.”

O especialista ressalta também que, em um futuro não muito distante, metade das transações B2B será feita por meio de APIs.

De acordo com Bunker, as companhias estão começando a entender que os aplicativos “são a sua marca, eles representam quem somos”. Portanto, deve haver uma preocupação natural bem maior em entregar algo em perfeito estado.

Crescimento na demanda
Um dos motivos para a crescente demanda por apps se deve ao acesso da população ao mundo móvel. De acordo com um estudo realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), 95% dos celulares vendidos atualmente são smartphones

“O Brasil vive uma situação transformadora, revolucionária, na qual mais de 70% da população hoje têm acesso à internet e 91% desse total está ativa nas redes sociais”, aponta Raul Francisco Moreira, vice-presidente de negócios de varejo do Banco do Brasil. “Os dispositivos móveis começam a ser o centro das atenções. É uma ferramenta que agrega funcionalidades e o sistema financeiro não pode ficar fora disso”, observa.

A competitividade na nova economia dos aplicativos, portanto, se torna ainda maior quando levado em conta que qualquer erro dentro da criação pode ser fatal. De acordo com Bunker, o usuário comum está cada vez mais intolerante. 

Isso significa que, se ele gostar de um aplicativo, baixá-lo, mas não conseguir identificar rapidamente como pode usá-lo ou ocorrer algum erro no carregamento, isso pode significar que aquele usuário nunca mais abrirá tal app. 

“Quase 80, 90% de todos os aplicativos para consumidor serão usados apenas uma vez. Você, como usuário, vai procurar como usá-lo e, se não encontrar, você apenas o deixará de lado”, explica. “Quando um aplicativo não funciona, isso pode representar meio milhão em prejuízo, como aconteceu com o IPO do Facebook.”

Saindo na frente
O que é necessário para sobreviver a essa nova economia? Bunker sugere investir em omini-channel. “Oferecer apenas um canal de comunicação para o cliente não é mais suficiente”, diz.

Moreira concorda, afirmando que o cliente já é multicanal e as instituições têm de se preparar para recebê-los. “Não podemos desenvolver estratégias específicas para um determinado canal. O cliente quer a mesma experiência ou algo similar no dispositivo móvel, na internet, na agência”, disse. 

Para o executivo, também é preciso pensar no simples. “A nossa visão é de que os clientes estão migrando para os smartphones, da tela complexa para a simplicidade”, disse, ressaltando que, num futuro, ele acredita que as soluções integradas em apps substituirão os portais financeiros. 

Além disso, investir em segurança é outro ponto forte a ser considerado – especialmente no ramo financeiro. “Sem isso, as pessoas não usarão os seus aplicativos”, encerra Bunker.

Notícias relacionadas

Ver mais Seta para direita