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Estudo da Deloitte indica que empresas com atuação no Brasil estão monitorando um número maior de riscos em relação ao que faziam há alguns anos. O fato evidencia um foco maior no gerenciamento de oportunidades e ameaças aos negócios. No entanto, apenas pouco mais da metade dessas corporações se considera estruturada para garantir a gestão estratégica de riscos.
A pesquisa “Os cinco pilares dos riscos empresariais – Como gerenciar riscos em um cenário econômico e de negócios desafiador”, foi realizada por meio de questionário eletrônico preenchido entre maio de junho de 2017 por 100 participantes, dos quais 78% se enquadram no grupo de executivos das empresas com atuação no Brasil que representam (presidentes/CEOs, diretores/superintendentes e gerentes).
Oito de cada dez participantes afirmam que o interesse pelo desenvolvimento e transformação do processo de gestão de riscos avançou nos últimos anos. Apenas 15% indicaram que esse interesse permanece o mesmo e 2% disseram haver uma atenção menor em relação ao tema. Outros 3% não souberam informar.
O levantamento apurou também que 77% dos profissionais que responderam à pesquisa disseram que as empresas que representam possuem uma área dedicada a compliance. Apesar disso, apenas pouco mais da metade (51%) dos respondentes analisa que suas corporações se consideram organizadas para a gestão estratégica de riscos.
Ronaldo Fragoso, sócio-líder da área de Risk Advisory da Deloitte no Brasil, comenta que o resultado indica que há um desafio importante para as empresas, que precisam incorporar estruturas organizadas e definidas para a gestão de riscos empresariais, com o objetivo de evitar exposição a ameaças pela falta de preparo nessa área.
ABES
Renato de Oliveira Moraes
Déborah Oliveira
Redação